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25 de ago de 2009

Guarda Civil Metropolitana de SP está em greve.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo entra em greve por termpo indeterminado a partir da zero hora desta terça-feira (25), na pr... thumbnail 1 summary

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo entra em greve por termpo indeterminado a partir da zero hora desta terça-feira (25), na primeira paralisação da categoria desde sua criação, em 1986. A decisão foi confirmada durante assembleia da categoria na noite desta segunda-feira (24). Os guardas devem se reunir na manhã desta terça para definir o comando de greve e as negociações com a administração pública.

A classe pede reposição de perdas salariais, o aumento de 140% das gratificações e a melhoria nas condições de trabalho, como limpeza de áreas públicas e fornecimento regular de uniformes.De acordo com nota divulgada no site do SindGuardas (Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo), a pauta de reivindicações foi protocolada na prefeitura em 9 de abril e, desde então, não houve avanço nas negociações.

A opção pela greve aconteceu em assembleia na última quarta-feira (19). Nesta data, também foi interrompida a fiscalização e apreensão de mercadoria irregular do comércio ambulante no centro de São Paulo.Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana afirma que em reunião "foram discutidas as medidas que o governo já tomou e o andamento de outras para modernizar a GCM e valorizar seus integrantes". A nota diz ainda que "foi abordada a importância do diálogo para promover os avanços necessários à GCM e ressaltado o fato de a greve não ser instrumento que favorece o ambiente para entendimentos". A secretaria afirma que, se preciso, tomará medidas previstas na legislação para que "as atividades prioritárias de responsabilidade da GCM sejam mantidas".

A deflagração da greve ganhou força após pesquisa encomendada pela entidade mostrando que, de 29 municípios paulistas consultados, São Paulo apontou a pior remuneração da categoria. Enquanto nos municípios pesquisados a média de salários é de R$ 1.700, em São Paulo a remuneração é de R$ 895.A categoria tem hoje um contingente de 3.570 profissionais, e o sindicato espera a adesão de 70% deles à paralisação.

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