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26 de fev de 2010

AMBIENTE DO TRABALHO

Ao longo da vida há encontros estimulantes, que nos incitam a dar o melhor de nós mesmos, mas há igualmente encontros que nos minam e podem ... thumbnail 1 summary
Ao longo da vida há encontros estimulantes, que nos incitam a dar o melhor de nós mesmos, mas há igualmente encontros que nos minam e podem terminar nos aniquilando. Um indivíduo pode conseguir destruir outro por um processo de contínuo e atormentante assédio moral.

Pode mesmo acontecer que o ardor furioso desta luta acabe em verdadeiro assassinato psíquico. Todos nós já fomos testemunhas de ataques perversos em um nível ou outro, seja entre um casal, dentro das famílias, dentro das empresas, ou mesmo na vida política e social.

No entanto, nossa sociedade mostra-se cega diante dessa forma de violência indireta. A pretexto de tolerância, tornamo-nos complacentes.

Em muitas empresas reina um clima de indiferença ou suspeita recíprocas, quando não de medo. Mas, mesmo quando as direções se esforçam para criar uma atmosfera colaborativa, quase sempre o convívio tem um ar artificial, forçado, as festas de trabalho e as reuniões são sempre um pouco tristes e patéticas.

As panelinhas, as alianças, o bando de puxa-sacos são sempre grupos minados pela desconfiança, pela transitoriedade e pelo carreirismo. Muitas passam a vida inteira como unha e carne com os chefes e colegas de trabalho, sem abdicar do tratamento formal só por uma questão de compostura, exigida pela hierarquia e pelo clima de impessoalidade impostos pela empresa. E não são raros os casos quando alguém se torna alvo de perseguições, bodes-expiatórios, objeto de mobbing.

Abaixo está uma lista de atitudes hostis :

1. Deterioração proposital das condições de trabalho.

- Retirar da vítima autonomia.

- Não lhe transmitir mais as informações úteis para a realização de tarefas.

- Contestar sistematicamente todas as suas decisões.

- Criticar seu trabalho de forma injusta ou exagerada.

- Privá-la do acesso aos instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador...

- Retirar o trabalho que normalmente lhe compete.

- Dar-lhe permanentemente novas tarefas.

- Atribuir-lhe proposital e sistematicamente tarefas inferiores às suas competências.

- Atribuir-lhe proposital e sistematicamente tarefas superiores às suas competências.

- Pressioná-la para que não faça valer seus direitos (férias, horários, prêmios).

- Agir de modo a impedir que obtenha promoção.

- Atribuir à vítima, contra a vontade dela, trabalhos perigosos.

- Atribuir à vítima tarefas incompatíveis com sua saúde.

- Causar danos em seu local de trabalho.

- Dar-lhe deliberadamente instruções impossíveis de executar.

- Não levar em conta recomendações de ordem médica indicada pelo médico do trabalho.

- Induzir a vítima ao erro.

2. Isolamento e recusa de comunicação.

- A vítima é interrompida constantemente.

- Superiores hierárquicos ou colegas não dialogam com a vítima.

- A comunicação com ele é unicamente por escrito.

- Recusam todo o contato com ela, mesmo o visual.

- É posta separada dos outros.

- Ignoram sua presença, dirigindo-se apenas aos outros.

- Proíbem os colegas de lhe falar.

- Já não a deixam falar com ninguém.

- A direção recusa qualquer pedido de entrevista.

3. Atentado contra a dignidade.

- Utilizam insinuações desdenhosas para qualificá-la.

- Fazem gestos de desprezo diante dela (suspiros, olhares desdenhosos, levantar de ombros...).

- É desacreditada diante dos colegas, superiores ou subordinados.

- Espalham rumores a seu respeito.

- Atribuem-lhe problemas psicológicos (dizem que é doente mental).

- Zombam de suas deficiências físicas ou de seu aspecto físico; é imitada ou caricaturada;

- Criticam sua vida privada.

- Zombam de suas origens ou nacionalidade.

- Implicam com suas crenças religiosas ou convicções políticas.

- Atribuem-lhe tarefas humilhantes.

- É injuriada com termos obscenos ou degradantes.

4. Violência verbal, física ou sexual

- Ameaças de violência física.

- Agridem-na fisicamente, mesmo que de leve, é empurrada, fecham-lhe a porta na cara.

- Falam com ela aos gritos.

- Invadem sua vida privada com ligações telefônicas ou cartas.

- Seguem-na na rua, é espionada diante do domicílio.

- Fazem estragos em seu automóvel.

- É assediada ou agredida sexualmente (gestos ou propostas).

- Não levam em conta seus problemas de saúde. (24)

Segundo Marie-France Hirigoyen, a duração da agressão pode variar entre seis meses a três anos, porém não vislumbramos motivos que possam elevar ou até diminuir o lapso temporal da agressão, pois quanto antes identificado, menor serão as conseqüências.
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Quanto ao ambientes que o assédio perpetua-se com mais freqüências são o setor terciário, o setor de medicina social e o do ensino. Entre o setor público e o privado nota-se algumas particularidades, pois no privado a duração do assédio é menor e termina em geral com a saída da vítima, enquanto no público pode durar anos.
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Fonte : Jus2.uol
GCM MORAES

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