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3 de ago de 2014

Relato de Um Sargento da PM

Quando ingressei na PM em 1991, nos diziam que éramos superiores ao tempo, nós não seríamos atingidos pelo frio, calor, chuva, vento, poe... thumbnail 1 summary
Relato de Um Sargento da PM
Quando ingressei na PM em 1991, nos diziam que éramos superiores ao tempo, nós não seríamos atingidos pelo frio, calor, chuva, vento, poeira, etc. E durante anos acreditamos nessa mentira que nos era ensinado pelos nossos superiores hierárquicos, quase sempre dito por aqueles que nunca iam para a linha de frente do combate ao crime. Vários suicídios de policiais aconteceram no posto de serviço, inúmeros policiais se entregaram ao alcoolismo, e tratamento que a PM dava era a exclusão a bem da disciplina.

Nem a PM e nem o governo do Estado nunca se preocuparam com o que ocorria em relação aos policiais que chegavam ao extremo de tirar a própria vida, pois era mais fácil expulsar do que tratar a doença do álcool ou das drogas, enquanto o cidadão civil era tratado em clínicas como São Marcelo, Adauto Botelho e outras, porém com ônus para o Estado, os policiais militares eram expulsos, acho que o Estado considerava mais barato, do que trata-los.

Nos dias de hoje, nada ou quase nada mudou, a não ser a nossa consciência de que não somos superiores ao tempo, mas por parte do Estado e da Própria instituição Polícia Militar, continuamos sem a atenção devida aos homens e mulheres, que tanto sofrem com pressões psicológicas, exaustão física e exposição à degradação ambiental. Por iniciativa de alguns abnegados foi criado o NAPS ( Núcleo de Assistência Psicossocial ) porém como não havia uma lei constituindo o NAPS, da forma que surgiu, também desapareceu, depois de relevantes serviços prestados aos policiais e bombeiros militares de Sergipe, em síntese, continua o desapego do Estado e da própria PM, pela saúde física e mental, dos policiais.

Em oito dias tivemos um suicídio, uma tentativa de suicídio, uma morte por infarto, sem contar com as mortes que já ocorreram ao longo desses sete meses do ano de 2014, temos hoje em situação de afastamento por motivo de saúde, nas mais diversas causas, mais de duzentos policiais militares, o detalhe é que o tratamento é buscado individualmente, sem nenhum amparo do Estado ou da PM.

Acho que o Estado e a PM tem que repensar o NAPS, ou seja lá o nome que queiram dar ao novo órgão, o que importa é o resultado, mas tem que ser através de projeto de lei, ou nunca teremos segurança no tratamento.                                                                                

Edgard Menezes ( cidadão brasileiro )
Fonte : www.faxaju.com.br

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