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4 de nov de 2010

O JOGO de Gato e Rato!

O GATO E O RATO QUEM PODE MAIS? Popularmente conhecido como 'perseguição' ou jogo de 'gato e rato' , só que do chefe com o... thumbnail 1 summary

O GATO E O RATO QUEM PODE MAIS?

Popularmente conhecido como 'perseguição' ou jogo de 'gato e rato', só que do chefe com o subordinado, o assédio se caracteriza quando é constante e, nos casos mais extremos, pode levar a vítima ao suicídio, tamanha a sua devastação. "O assédio moral fere nada mais que a dignidade e a identidade do trabalhador.
Leva o indivíduo à ruína e o martiriza, pois ele sofre sem saber o porquê", explica a médica e doutora em Psicologia Social, Margarida Barreto, também pesquisadora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) sobre o tema assédio moral.

É mais ou menos assim: quem bate sabe porque bate, mas quem apanha não faz idéia do motivo. Segundo Margarida, o assediador, em 90% dos casos representado pelo chefe, persegue o funcionário sem razão aparente. Embora não haja um padrão de comportamento que instigue a perseguição e, tampouco, perfil do assediador que determine tal ação, alguns fatores são apontados pela médica como possíveis causas para que o chefe fique 'na cola' do subordinado. "Aquele que se destaca em funções cujo patrão desconhece ou não desempenha tão bem e aquele funcionário questionador que não aceita as regras da empresa têm predisposição para serem alvos do assédio moral", revela.

Mas o assédio pode vir de outra ordem que não seja a popular inveja, o medo ou a insegurança por parte dos patrões. Acertou quem disse a palavra preconceito. Em sua dissertação de mestrado, que mais tarde deu origem ao livro Assédio Moral - Uma jornada de humilhações, Margarida descreve casos de perseguição contra negros, homossexuais e mulheres com filhos pequenos. Características ou situações que ainda não são comuns no mercado de trabalho e, em alguns casos, mal vistas pelos empregadores. "Muitas pessoas não toleram o diferente. Com isso, o negro, o homossexual, o 'velho' e a mulher com filhos pequenos tendem a ser discriminados, tornando-se presas fáceis do assédio moral."

Há, também, perseguições e humilhações contra funcionários que se afastavam do trabalho por necessidade de cuidados médicos. Quem sofre com a LER/DORT (lesão por esforços repetitivos) e precisa fazer várias sessões de fisioterapia, ou quem se ausenta com freqüência por conta de outros problemas de saúde está sujeito a ser vítima de uma futura perseguição que pode vir a se tornar assédio moral. Isto porque, de uma hora para outra, passa a ser visto como 'persona non grata', ao passo que sua produtividade na empresa cai.

Este foi o caso de uma das vítimas citadas pela especialista. Ao sofrer com a LER/DORT e entrar em sessões de fisioterapia freqüentes e quase sempre na parte da tarde, um funcionário se viu atormentado por colegas e por seu gestor. Boatos de que ele saía mais cedo para se relacionar com outros homens começaram a ser espalhados, inclusive por seu chefe. A onda de fofoca foi tão grande que ele passou a ser chamado nos corredores da empresa de 'A Bela da Tarde'. Este homem, na faixa de 50 anos de idade, agüentou toda a humilhação durante dois anos, sozinho, sem contar para a família, até que conseguiu mudar de emprego. "Atacar a virilidade é outra característica comum do assediador quando a vítima é do sexo masculino", explica Margarida.

Vale lembrar que o assédio moral ocorre quando a perseguição é constante e não quando há casos isolados ou discussões pontuais, embora estes acontecimentos possam dar origem ao problema. Além disso, ao contrário do que muitos pensam, gestores do tipo impetuosos, autoritários, ou inseguros não são os únicos assediadores, já que o assédio moral não se resume a uma simples questão de personalidade. "Ele é fruto de uma conduta abusiva. Ocorre, majoritariamente, em um ambiente hostil e de alta pressão, em que o chefe se vale de constrangimentos e da maledicência para se livrar de um funcionário que lhe causa incômodo",

À medida que as relações ficam mais tensas e os funcionários não sabem ao certo por que estão sendo perseguidos, o terror e o sofrimento se acentuam. As vítimas entram em um universo de isolamento, em parte criado pelo agressor, em parte construído por elas próprias, em que não encontram apoio de colegas ou amigos para se aconselhar ou reagir.

Aliás, nem sabem ao certo o que fazer e se reagir é a melhor alternativa. Especialistas, por sua vez, defendem que deve-se, sim, buscar ajuda e jamais enfrentar o agressor sozinho. "O agressor é quase sempre um covarde. Uma vez que ele encontrar uma barreira para prosseguir, seja pelo posicionamento da vítima, ou por intermédio de terceiros, ele tenderá a mudar de comportamento",

Saúde x emprego

Quando a situação fica insustentável é preciso reagir, inclusive, considerando a hipótese de optar pela demissão para preservar a saúde, já que o assédio afeta o estado físico e emocional da vítima. "É muito comum que os assediados sofrem de insônia, estresse, depressão, nervosismo ou tensão e que isso desencadeie problemas como hipertensão arterial, perda de concentração, perda de memória, entre outros problemas".

Como foi dito anteriormente, nos casos mais graves, pode levar ao suicídio. Especialmente entre os homens. "Em razão da cultura de que o homem não chora, tem que ser forte, etc, eles tendem a se fechar e enfrentar sozinhos o assédio moral. Quando não conseguem, se entregam".

As atitudes em relação ao ocorrido dentro de uma empresa deve ser tomadas de forma rápida para não trazer transtornos para um grupo maior de pessoas, infelizmente algumas empresas preferem apoiar os assediadores por ser amigos ou parentes do que tomar a atitude correta.

Acredito ainda na justiça!

GCM MORAES

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